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Cristo e Deus na Rosacruz e no Martinismo

Na AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz), aquele tiver se iniciado ao 1º Grau de Templo, encontrar-se-á apto a solicitar a sua afiliação à TOM (Tradicional Ordem Martinista). A TOM encontra-se abrigada sob a mesma estrutura da AMORC, proporcionando-lhe alguns benefícios importantes em relação a outras organizações martinistas.

E, de fato, alguns membros da AMORC acabarão se afiliando à TOM e encontrarão uma outra Ordem dentro da Ordem, uma vez que as diferenças entre os objetivos de ambas são perceptíveis, embora não irreconciliáveis.

Eu já estava adiantado nos estudos da Ordem quando me inscrevi no Martinismo. Fiz as Iniciações e estudei com afinco, participando das discussões sempre que possível. Porém, em nenhum momento abordou-se um ponto que considerava crucial: enquanto o deus dos rosacruzes é metafísico e impessoal, no Martinismo, é pessoal e tem nome. À época, responderam-me que o Martinismo se desenvolve a partir do misticismo cristão. Uma boa resposta, apenas para uma metade da questão.

Foi assim que me dediquei a pesquisar por conta própria a origem das duas tradições, ainda antes da obra de Christian Rebisse ter sido publicada. Compartilho aqui o meu roteiro e algumas conclusões, que são antes pessoais que definitivas.

Quanto à Ordem Rosacruz:

Particularmente, acredito que a origem tradicional da Ordem Rosacruz seja ainda mais antiga do que afirmam. Porém, há consenso de que sua origem moderna se dá por ocasião da publicação dos Manifestos R+C entre os anos de 1616 e 1617, atribuídos a Valentin Andreae. Os manifestos mostravam a necessidade de reforma da sociedade, de um ponto de vista cultural e religioso e, a forma de atingir esse objetivo através de uma sociedade secreta que a promoveria no mundo.

rosaA grande maioria dos personagens relacionados com o lançamento dos Manifestos Rosacruzes se originaram do meio luterano alemão. É de se notar que o próprio Lutero foi um dos primeiros a utilizar uma rosa-cruz (o Selo de Lutero, ou Rosa de Lutero) como símbolo de sua teologia.

O místico e teósofo luterano alemão Jacob Boehme e o educador Jan Amos Comenius foram contemporâneos do movimento rosacruz original do século XVII e também davam testemunho de uma mesma sabedoria. Comenius chegou a denominar a Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia, da qual ele foi um dos líderes principais antes de seu desaparecimento, como Fraternitas Rosae Crucis. Além disso, ele tinha em Valentin Andreae sua primeira fonte de inspiração, considerando-o “um homem de espírito ígneo e de inteligência pura”, tendo-o contatado e recebido deste o archote para dar continuidade à tarefa iniciada.

fluddMuitos dos que responderam ao chamado dos manifestos rosacruzes, como Michael Meier e Robert Fludd, também se ligavam à mesma fonte de força espiritual. Portanto, em sua origem, a Ordem Rosacruz nascera entre os luteranos e, ouso afirmar, entre os pietistas, porque vários cientistas que a abraçaram faziam parte deste último grupo. Como cientistas, buscavam explicar Deus através de suas obras, e assim, restabelecer a harmonia entre o Homem e Deus.

Contudo, os ensinamentos da Ordem Rosacruz são religiosamente pluralistas.

A Ordem Martinista:

A origem do Martinismo ocorre também no meio cristão. Se pensarmos nas origens religiosas de Martinez de Pasqually, Saint-Martin e Willermoz, é mais fácil considerá-los protestantes, embora de denominações diferentes. Sua mística cristã se baseia na experiência pessoal, algo impossível no meio católico do século XVIII. O Martinismo, entretanto, aproxima-se bastante da gnose, especialmente após a influência de Jacob Boehme.

rcA Ordem Rosacruz oferece uma Alquimia Mental, remetendo ao Hermetismo neoplatônico e uma atividade muito mais especulativa que transformadora ou regeneradora. Sob esta perspectiva, a Ordem Rosacruz optou por um deus universalista e metafísico (apesar da cruz rosacruz guardar claras proporções e semelhanças com a cruz cristã) que, assim outras Ordens e inclusive o próprio Martinismo, eventualmente denomina Grande Arquiteto do Universo (G:.A:.D:.U:.).

O conceito de Deus como o Grande Arquiteto do Universo também surge muitas vezes no cristianismo. Ilustrações de Deus como o Arquiteto do Universo são encontradas em Bíblias desde a Idade Média e regularmente empregadas pelos apologistas e professores cristãos.

Teólogos cristãos como Tomás de Aquino sustentam que existe um Grande Arquiteto do Universo, a Primeira Causa, e que este é Deus.

João Calvino, em seu Instituto da Religião Cristã (publicado em 1536), chama repetidamente o Deus cristão de “O Arquiteto do Universo”, também se referindo aos seus trabalhos como “Arquitetura de Universo”, e em seu comentário sobre Salmo 19 na Bíblia católica Salmo 18 refere-se à Deus como o “Grande Arquiteto” ou “Arquiteto do Universo”.

gaduEntre os maçons, “Grande Arquiteto do Universo” é uma designação para uma força superior, criadora de tudo o que existe. Com esta abordagem, não se faz referência a uma ou outra religião ou crença, permitindo que maçons muçulmanos, católicos, budistas, espíritas e outros, por exemplo, se reúnam numa mesma loja maçônica.

O Martinismo também conta com o seu Grande Arquiteto do Universo, mas para seus propósitos no misticismo cristão, referencia-se em Yeoschuah (que se grafa como Yahveh, com a adição da letra hebraica Shin).

Conclusão:

Podemos então resumir:

  • Ordem Rosacruz: tem origem cristã, emprega um símbolo semelhante ao cristianismo, mas não tem foco em Cristo. Deus é metafísico (Cosmos, Universo).
  • Ordem Martinista: tem origem cristã, emprega métodos e linguagem do misticismo cristão e tem foco em Cristo. Deus é geômetra (Grande Arquiteto do Universo) e restaurador.
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Resenha: A Origem de Deus, de Laurence Gardner

O mundo ocidental parte da premissa da existência de Deus de uma forma automática. A maior parte dos indivíduos já nasce dentro de um sistema fechado do qual Deus é parte integrante, sem questionar quem é e porque de sua crença.

As principais religiões do Ocidente, judaísmo, cristianismo e islamismo, partem do Antigo Testamento para estruturar os dogmas que resultaram no sistema de crenças postulados e adotados.

A primeira pergunta do autor é se não houvesse o Antigo Testamento. Tomaríamos conhecimento da existência de Deus? Para responder a esta questão, faz uma análise de todas as estórias do Antigo Testamento, suas origens e correlações. Indica qual a personalidade deste Deus, que embora designado de misericordioso, se apresenta frequentemente impiedoso e muito cruel.

Mostra que a maior parte do que se encontra em Gênesis é uma transcrição e adaptação de estórias bem mais antigas, registradas em tabuletas na Suméria. Os judeus devem ter tomado contato com elas quando de seu cativeiro na Babilônia.

Um dos aspectos interessantes apontados pelo autor é que, no episódio de expulsão do Éden, há uma passagem que diz “agora serão semelhantes aos deuses”, no plural. Portanto, nesta narrativa, não há um único deus, como é postulado no monoteísmo. E outro ponto de destaque é que até Abraão, deus se manifestava fisicamente, tornando-se imaterial e uma entidade metafísica após este tempo.

Quando se refere à vida de Moisés, estabelece relações com outros mitos da região, muito mais antigos. Contudo, o autor, em referência a uma outra obra sua (Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada), prefere apontar a sua relação com o Faraó Amenhotep IV/Akhenaton.

Um dos focos de Gardner sobre o Antigo Testamento é apontar como as genealogias foram manipuladas para justificar a unção de certos reis. Esta questão é abordada repetidas vezes, toda vez que ocorre em alguma passagem da Bíblia, incluindo-se aqui o Novo Testamento.

No início do livro, o autor tenta estabelecer a identidade de deus. Relaciona El, dos canaanitas, com Marduk, dos babilônios, Enlil, dos sumérios ao Yahveh de Abraão e Moisés. Esta opinião não é partilhada por Zechariah Sitchin, considerado a maior autoridade em história da Suméria e tradutor dos tabletes de argila em escrita cuneiforme.

Porém o autor perde-se ao final quando escreve que Deus é uma crença necessária, fazendo alusões a Descartes e Pascal. Na verdade, o epílogo é um conjunto de sofismas.

As referências bibliográficas são extensas, como todo livro que escreve. No entanto, falta-lhe profundidade. Várias de suas proposições são contestáveis. Ao invés de responder a pergunta inicial, o autor prefere discorrer sobre as genealogias adaptadas conforme os interesses políticos da época.

Algumas de suas observações mostram-se intrigantes e mereciam outras perguntas. Porque deus se afastou dos judeus depois da época de Abraão? O que aconteceu com ele para que não caminhasse mais entre os homens? Para onde foi? Uma vez que Gênesis é uma compilação de textos muito mais antigos, estas respostas poderiam ser encontradas nos originais.

Pouca atenção foi dada ao fato de tanto o Antigo como o Novo Testamento contarem com uma fase final de redação dedicada ao Fim dos Dias (ou Apocalipse). Alguns profetas chegaram a entrar em contato psíquico com esta entidade imaterial divinizada. Enoque, porém, por duas vezes, subiu aos céus e esteve (via anjos) em contato com Deus.

Outro tema não desenvolvido adequadamente é o de Caim. Após a morte de Abel, Deus o marcou (e a sua descendência) para que não fosse morto. Qual seria esta marca? Deveria ser uma marca importante para que Deus pudesse acompanha-lo e aos seus, garantindo a sua sobrevivência. Seria algum tipo de manipulação genética? Para onde foram?

Há um lapso de 200 anos entre o final do Antigo Testamento e o início dos Evangelhos. Mas a esta altura, o autor já deveria ter pedido seu interesse em escrever, pois dedica pouco tempo a esta parte da Bíblia.

Como todo livro de Laurence Gardner, o ponto alto é a sua bibliografia. Ainda, os tópicos abordados. Contudo, não conte com uma resposta definitiva para a questão título da obra.

Criação e Queda

O tal do Pecado Original sempre foi de difícil compreensão e entendimento para mim.

Vamos aos fatos? Um tal de Deus ou Eterno, no original hebraico, criou o mundo conhecido, incluindo a fauna, a flora e o casal humano. Foram então deixados num Éden paradisíaco com uma única condição: não poderiam comer do fruto de duas árvores lá existentes. Uma das árvores era da Vida Eterna; a outra, do Conhecimento do Bem e do Mal. Seus frutos eram proibidos!

Quando criados, Adão e Eva, o casal humano, governavam os animais e falavam com eles. Aí surge Lúcifer em forma de serpente e estimula Eva a provar do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Após prová-lo, Eva o compartilha com Adão e ambos constatam que estavam nus.

Como sabemos, o casal foi expulso do Paraíso com um anjo deixado de guardião às suas portas. E assim surgiu o Pecado Original.

Primeira questão: será que foi mesmo Deus que criou o mundo? Em sua máxima glória, perfeição e pureza, para que o faria?

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É mais razoável considerar que ele tenha gerado as condições e os meios para que a Criação se processasse. Para isso, teria de contar com agentes intermediários que dessem cabo da obra. Esse papel caberia aos anjos, que não são mencionados no relato da Criação e são motivo de controvérsias entre teólogos. Este ponto de vista é compartilhado por muitas correntes místicas de origens e culturas diferentes através de seus mitos e cosmogonias. Na mitologia grega, por exemplo, os titãs são os verdadeiros agentes da criação de Ourannos. Considerados hereges, os cátaros preconizaram que a Criação se dera por meio do Demiurgo. Os platônicos e os cabalistas falam de uma Criação através de emanações sucessivas. Estas visões distanciam a criação imperfeita de Deus, perfeito. O Éden teria então o papel de ser um plano intermediário entre os planos divino e o material.

Conhecimento e Luz são intercambiáveis e parecem representar um único princípio. Deus não colocou aquelas árvores à toa. Simbolicamente, as árvores representam o caminho de ascensão aos planos divinos. Luz é energia e assim, o propósito de Deus foi ganhar energia através do uso do conhecimento. Se ele é perfeito, não há razão para ele não ter concebido a queda do Éden no plano da matéria. Desta maneira, os anjos que acompanharam Adão e Eva estavam cumprindo uma missão e não se rebelando, como quer o catolicismo.

Portanto, não há pecado, mas sim a necessidade de retornar à Luz. Afinal, as trevas são apenas a ausência de Luz.

Homo orans

Você sabe orar?

Os místicos se preocupam em aprender a meditar mas se esquecem deste procedimento simples, básico, essencial e fundamental que é a oração. Numa inspiração súbita, partem em busca de aprender a orar e meditam. Mas seu problema é ficarem presos às teorias, esquecendo-se que a oração é um processo que dispensa o intelecto.

Mas o que é oração? Acima de tudo, é um encontro entre Deus e Homem.

A oração é totalmente relacional. Deus nos chama através de seu Filho, Jesus. A oração, porém, é obra do Espírito Santo, que precisa se instalar e preencher o ser humano para que a relação/comunicação possa se dar plenamente. Uma vida de oração significa estar habitual e constantemente na presença de Deus por intermédio de seu Filho.

Parece simples e é.

Infelizmente, muitas das orações são pedidos ou intercessões, como se Deus fosse uma espécie de hipermercado. Poucos se recordam que ele já nos cobriu de bênçãos, inclusive enviando seu Filho para nos redimir. Deus há muito já nos chamou, mas nem todos O escutam.

A oração é primariamente obra do Espírito Santo. Como ação, começa em Deus, age na mente e no coração do Homem e termina novamente em Deus. Em outras palavras, a oração é um mistério da graça.

A oração supõe um esforço, uma vez que se trata de um combate contra Saitan e seus seguidores (que existem para isso mesmo).

Uma vez que a chave é permitir que o Espírito Santo possa se instalar, é preciso preparar o “templo” adequadamente, com alicerces sólidos e com uma arquitetura adequada. Jesus ensinou que é preciso primeiro fugir das perturbações, apaziguar o espírito e então se aquietar, para que o Espírito Santo possa ocupar o seu lugar como deve.

O primeiro passo é o centramento, tornar-se absolutamente autoconsciente ao mesmo tempo que consciente da majestade de Sua Obra. Esta é a etapa que consome mais tempo em razão dos múltiplos obstáculos que vão surgindo para distrair a atenção.

Uma vez alcançado, é preciso perseguir a leveza de uma flor, com propósito e direção, que cresce em direção ao sol, fonte de sua existência. A flor o faz com todas as suas forças, pois sabe que desta atitude depende a sua vida.

Há dois sentidos opostos que devem ser conjugados nesta etapa: a eternidade da Criação e a fugacidade do que é por ela gerada. São dois extremos de tempo que coexistem no espaço.

Então é preciso apreender a unidade. Uma gota de chuva se entregando docilmente ao oceano, ambas feitas da mesma essência: água. Com o oceano, aprende-se ainda que a superfície pode até ser cheia de ondas, mas abaixo, nas profundezas, é tranquilo e cheio de vida. As ondas e a maré ensinam ainda sobre ritmo, inspirar e expirar, sobre o Pneuma de Deus.

Se chegou até aqui, deverá então aprender com os pássaros. Orar é cantar a felicidade da presença de Deus. Este tipo de canto só surge se você estiver feliz (talvez deixando vir à superfície a perfume da flor).

Kyrie Eleison

Um dos significados desta invocação é “Senhor, envia teu Espírito”.

Preenchido do Espírito Santo, é hora da ação (or+ação). É quando o eu morre, uma vez que tudo pertence a Deus. E a partir de então, através da fé Àquele que transcende o Universo, o Homem se torna um intercessor da salvação de todos os seres e de toda a Criação.

Homo orans: o ser humano que ora, se comunica com Deus através de seu Filho através dos “canais de comunicação” do Espírito Santo e intercede pela Criação.

Obras consultadas:
  • BECKHÄUSER, ALBERTO. Liturgia das Horas: Teologia e Espiritualidade.  Petrópolis, Vozes, 2010.
  • GRIESE, GERMAN SÁNCHEZ; GARCIA, MARCELA LOMBARDI; FERNÁNDEZ, JUAN PABLO LEDESMA. A oração do coração: Ao encontro do amor. São Paulo, Paulinas, 2011.
  • LELOUP, JEAN-YVES. Escritos sobre o Hesicasmo: Uma tradição contemporânea esquecida. Petrópolis, Vozes, 2003.

Sobre o Credo de Nicéia

O Credo Niceno-Constantinopolitano, ou o Ícone/Símbolo da Fé, é uma declaração de fé cristã que é aceito ao mesmo tempo pela Igreja Católica, Ortodoxa Oriental e Anglicana, bem como, pelas principais Igrejas Protestantes. Seu nome e origem vem do Primeiro Concílio de Niceia (325), no qual foi adaptado e, com o Primeiro Concílio de Constantinopla (381), onde foi aceita uma versão revista.

Por esse motivo, é referido especificamente como o Credo Niceno-Constantinopolitano para distingui-lo tanto da versão de 325 como de versões posteriores que incluem a cláusula filioque. Houve vários outros credos elaborados em reacção a doutrinas que apareceram posteriormente como heresias, mas este, na sua revisão de 381, foi o último em que as comunhões católica e ortodoxa conseguiram concordar em todos os pontos.

Particularmente, é o que adoto. Considero que esteja mais de acordo com a minha fé e as crenças que professo. É bom lembrar que não há nenhum valor em professar um “Credo” mecanicamente. As implicações de suas palavras devem ecoar em seu coração e reverberar em seu espírito, refletindo as suas verdadeiras crenças.

Segue o Credo:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai desde toda a eternidade, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai; por Ele todas as coisas foram feitas. Por nós e para nossa salvação, desceu dos céus; encarnou por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e fez-se verdadeiro homem. Por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; sofreu a morte e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, o Senhor, a fonte da vida que procede do Pai; com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Ele falou pelos profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professamos um só baptismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há-de vir.

Amém.