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Orações para combater a magia

Magia realmente existe? É possível uma pessoa interferir na vida da outra por este intermédio?

Antes é preciso tentar definir o que é magia. Segundo o Dicionário Aurélio, magia é uma arte tida como capaz de produzir, por meio de certas práticas ocultas, efeitos que contrariam as leis naturais. Seus sinônimos são encantamento e feitiço.

Qualquer místico ou ocultista sabe, entretanto, que não é possível contrariar as leis naturais, portanto, uma definição mais adequada é que a magia é produzir efeitos extraordinários através da utilização das leis naturais. Assim, mágica e magia se tornam intercambiáveis.

No caso da mágica, ela deixa de ser fantástica quando conhecemos o truque por trás de sua execução. O mesmo ocorre com a magia, que deixa de ser extraordinária.

Portanto, não é preciso temê-la ou achar que é bobagem. Magia existe sim e, na medida em que há pessoas mal intencionadas torna-se um instrumento disponível a quem se propuser a empregar as leis naturais para este fim. É a intenção do operador que dirige a magia, uma vez que não existe magia “negra” ou “branca”.

Porém, a benção apostólica que ocorre ao final do culto ou da missa é também um ato de magia, desta vez, ampla e indiscutivelmente benéfica a todos os presentes

Os caminhos da magia 

A magia segue os caminhos que lhe foram indicados. Para o bem, há anjos para cumprirem o seu papel. O mal emprega outra categoria de anjos para alcançar o seu destino.

A tecnologia proporciona resultados extraordinariamente “mágicos”, principalmente se seus princípios são desconhecidos.

Você já ouviu falar da nanotecnologia? Uma de suas aplicações é um tal de Montador Universal. Trata-se de um dispositivo capaz de construir átomo a átomo qualquer máquina concebida pela mente humana, seguindo apenas as instruções de um programador. Para realizar a sua tarefa, emprega energia e matéria ordenada, que são os mesmos requisitos para uma operação mágica.

Tudo no Universo é vibração e, aprendemos na Física Clássica que energia e matéria são intercambiáveis. Sem grandes complicações, vibração é energia em movimento. Som e luz são vibrações em frequências diferenciadas.

Pode ser que você esteja com um “trabalho encomendado”. Aí você recorre ao pai de santo ou ao pastor daquela igreja Pentescostal. O primeiro lhe cobra uma fortuna para tirar o “trabalho” e nada é garantido. O segundo lhe indicará para entrar para a Igreja dele. Um padre não fará muito diferente, embora tenha outros recursos à disposição e, se for o caso for muito grave, há toda uma burocracia a ser seguida, que irá parar no Bispo.

O fato é que a “energia” empregada para qualquer ato mágico, seja do bem como do mal, provém do Espírito Santo, a 3ª pessoa da Trindade. Ela é uma fonte de energia vibratória, mas não é a energia por meio da qual a magia opera, uma vez que necessita de anjos ou demônios, conforme o caso.

Assim, o que você precisa, é da intercessão de anjos apropriados e da força do Espírito Santo.

Abaixo, segue uma sequência de orações muito útil para esses casos:

Abertura: Sinal da Cruz, Pai Nosso, Ave Maria, Glória, Credo de Nicéia.

Invocação ao Espírito Santo: Vinde Espírito Criador, Ladainha do Espírito Santo.

São Miguel Arcanjo: Ladainha de São Miguel Arcanjo.

Combate Espiritual: Oração de São Bento, Oração em tempo de Combate Espiritual.

Finalização: Glória, Credo de Nicéia.

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Pecado Original?

Desde os tempos do catecismo que me questiono sobre a doutrina do pecado original. Confesso que por mais que tenha lido a respeito, nunca compreendi como uma criança possa carregar a partir de seu nascimento uma culpa que remonta aos tempos bíblicos. Particularmente considerando que, para a Igreja, não existe a reencarnação.

Se a reencarnação fosse levada em conta, há como dizer que a Alma que ocupa o corpo daquele bebê carrega as culpas de vidas anteriores. Mas A Igreja aposta na “ressurreição da carne”, como dito em seu Credo, embora Paulo faça alusões à reencarnação da Alma (ou do Espírito).

Primeiramente é preciso considerar que as duas Criações relatadas em Gênesis 1 e 2 foram escritas em ocasiões diferentes, Gênesis 2 é anterior e corresponde a um período em que o povo judeu era nômade e vivia no campo, por isso é que se trata de uma visão mais mitologicamente elaborada e muito menos simbólica que a descrita em Gênesis 1, conforme nos ensina Gerhard Von Rad.

A clássica estória conta que Deus deixou o Éden para que fosse administrada e cuidada por Adão e Eva, com vários privilégios e que com uma única condição: que não tomassem do fruto de duas árvores que lá haviam. Contudo, uma serpente ardilosa tentou Eva com o fruto de uma das árvores, a do conhecimento do bem e do mal. Como sabemos, depois de experimentar, foi levar para Adão, que (segundo a Bíblia) relutou para experimentar a tal da maçã.

Bem, eles perceberam que estavam nus, acabando por serem expulsos do Paraíso antes que experimentassem do fruto da outra árvore.

Os gnósticos são os precursores dos psicólogos e tem uma versão mais interessante deste episódio. Mas primeiro, é preciso lembrar que a serpente também aparece no caduceu de Hermes, associada ao conhecimento. Sob esta ótica, foram tentados não por um enviado de Saitan (opositor, adversário), mas sim pela própria busca de si mesmos, uma vez que se deram conta de sua verdadeira condição (nus). No entanto, o preço que pagaram foi a capacidade (ou a necessidade) de fazer escolhas, opções e emitir julgamentos.

Esta é a origem do pecado original. Se eles se mantivessem ignorantes e aceitassem as coisas como elas são, talvez ainda estivessem no Paraíso. Adão e Eva personificam dois tipos de busca: o primeiro representa a busca lógica e racional, enquanto Eva corresponde ao aspecto intuitivo e irracional que, na maior parte das vezes, leva ao insight que diferencia um raciocínio comum de um original.

Porém, graças a este episódio, inúmeras injustiças foram cometidas à mulher, consideradas inferiores porque culpadas pela expulsão do Éden.

Quando Eva provoca Adão com a maçã, estimula-o com possibilidades e opções fora dos padrões oferecidos por Deus. De certa maneira, se Deus é mesmo onisciente, ele deveria saber que, em algum momento, Adão e Eva provariam do fruto daquela árvore. Mesmo assim, nada justifica o tal do pecado original.

A expulsão do Paraíso representa o fardo de tomar decisões, antes desnecessárias porque, em sua pureza e inocência, não precisavam se preocupar com nada para sua existência.

Bem, pode-se ainda dizer que se trata de uma questão de fé… Ainda assim, a fé não pode ser uma desculpa para tudo o que desafia a lógica simples ou para a qual não é possível obter uma explicação comum.

Sobre o Credo de Nicéia

O Credo Niceno-Constantinopolitano, ou o Ícone/Símbolo da Fé, é uma declaração de fé cristã que é aceito ao mesmo tempo pela Igreja Católica, Ortodoxa Oriental e Anglicana, bem como, pelas principais Igrejas Protestantes. Seu nome e origem vem do Primeiro Concílio de Niceia (325), no qual foi adaptado e, com o Primeiro Concílio de Constantinopla (381), onde foi aceita uma versão revista.

Por esse motivo, é referido especificamente como o Credo Niceno-Constantinopolitano para distingui-lo tanto da versão de 325 como de versões posteriores que incluem a cláusula filioque. Houve vários outros credos elaborados em reacção a doutrinas que apareceram posteriormente como heresias, mas este, na sua revisão de 381, foi o último em que as comunhões católica e ortodoxa conseguiram concordar em todos os pontos.

Particularmente, é o que adoto. Considero que esteja mais de acordo com a minha fé e as crenças que professo. É bom lembrar que não há nenhum valor em professar um “Credo” mecanicamente. As implicações de suas palavras devem ecoar em seu coração e reverberar em seu espírito, refletindo as suas verdadeiras crenças.

Segue o Credo:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai desde toda a eternidade, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai; por Ele todas as coisas foram feitas. Por nós e para nossa salvação, desceu dos céus; encarnou por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e fez-se verdadeiro homem. Por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; sofreu a morte e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, o Senhor, a fonte da vida que procede do Pai; com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Ele falou pelos profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professamos um só baptismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há-de vir.

Amém.